Author: Carlos Muller
Date: 25 de agosto de 2021
Dicas para atracar e desatracar sua embarcação

As possibilidades de manobrar uma embarcação em um cais, quer para atracá-la quer para desatracá-la, ou simplesmente movimentá-la, são quase infinitas em número. As características da embarcação, o vento, a corrente, o tipo de leme, o número de propulsores e seu passo são considerações fundamentais. Você deverá pensar na manobra com antecedência e detalhamento mantendo durante todo o tempo a embarcação sob controle.

De uma maneira geral, para atracar, levamos a embarcação com pouco seguimento, e fazendo um ângulo de cerca de 45°, em relação ao cais, de maneira a passar um cabo de proa logo que pudermos, carregando-se o leme para o bordo oposto ao cais para fazer a popa vir a este. A embarcação deve ser mantida atracada ao cais, passando-se um cabo “dizendo” para vante e outro “dizendo” para ré. Havendo corrente, facilmente verificada pela posição de outras embarcações que filam a ela, deve-se aproveitá-la, isto é, atracar a corrente. Isso traz vantagem, pois a corrente agirá sobre a popa, aproximando-a e facilitando a atracação.

Para provermos a defesa da embarcação contra choques no cais, devemos colocar defensas, presas ao costado ou cais.

Para provermos a defesa da embarcação contra choques no cais, devemos colocar defensas, presas ao costado ou cais.

Para desatracarmos, devemos inicialmente largar os cabos a ré e manobrando com os cabos avante procurar abrir a popa. Se necessário, usaremos ainda o motor dados atrás e manobremos o leme como conveniente para obter tal efeito. Logo que a popa estiver safa do cais, largamos os cabos de vante e dando atrás afastamos a embarcação, dando adiante logo que julgarmos conveniente, manobrando o leme de maneira a colocarmos nossa proa na direção deseja.

Podemos ainda desatracar usando uma corrente favorável. Se ela estiver pela proa, folgamos os cabos a vante, mantendo os de ré apertados. A proa se afasta do cais e a popa permanece junto a ele. Logo após folgamos os cabos a ré; a popa também se afastará, permitindo uma desatracação sem maiores dificuldades.

Se a corrente estiver pela popa, adotamos o procedimento inverso, o que nos levará também a uma fácil desatracação.

Leme e seus efeitos

O leme tem por finalidade dar direção a uma embarcação e mantê-la a caminho, no rumo determinado. É por meio do leme que se faz o navio guinar. Ele é disposto na popa e só tem ação quando a embarcação está em movimento (ressalvados os casos de correnteza), uma vez que o seu efeito é resultante da força das águas, em movimento, sobre sua porta. O leme é comandado por um timão, por uma roda de leme ou por uma cana de leme. Ao girarmos o timão ou a rosa do leme para um bordo a proa da embarcação irá para esse bordo. Já com a cana do leme, ao empurrá-la para boreste (BE), por exemplo, a proa irá para bombordo (BB) e vice-versa.

Teoricamente, o efeito máximo do leme é obtido com 45° de inclinação da porta em relação à quilha da embarcação, porém, na prática, verifica-se que o seu efeito máximo não vai além de 35°, para cada bordo. Na marcha atrás o efeito do leme é contrário ao da marcha adiante, porém muito menor. Em uma embarcação de um só hélice o efeito do leme variará com a sua posição em relação à quilha e ao sentido de rotação do hélice.

É necessário entender que cada embarcação terá seu comportamento próprio. Assim é importante que cada um faça suas experiências com sua embarcação a fim de conhece-la bem.

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